Cada vez mais, as empresas exigem, acertadamente, que os candidatos em seus processos de seleção tenham um melhor nível de instrução, e têm conseguido boas contratações! No entanto, nem todas têm conseguido reter os talentos que atraem...
Acontece que os profissionais que têm melhor nível de instrução, têm também um melhor nível intelectual, de informação e de compreensão das coisas; outra visão de mundo. O grande desafio passa a ser então a retenção dessa mão de obra mais bem preparada e tão desejada.
Esses profissionais são mais difíceis de reter do que de atrair. Eles não permanecem por muito tempo em empresas onde o estilo de liderança não permita a criatividade e o desenvolvimento pessoal; onde o ambiente de trabalho não seja saudável e motivador; onde seus colegas de trabalho não correspondam às suas expectativas de convívio profissional.
Como resolver esta questão? De forma crescente, as melhores empresas têm adotado o caminho da Meritocracia. Atribui-se a Max Weber, autor da Teoria da Burocracia, publicada em 1904, o uso do termo “meritocracia” no âmbito da Ciência da Administração. Hoje, a teoria de Weber causa certa aversão pelo mau uso que fizeram dela, mas são inegáveis as grandes contribuições conceituais que deixou. A Meritocracia é uma delas.
Meritocracia é o modelo de gestão através do qual cada colaborador é recompensado de acordo com seus méritos. Simples? Nem tanto! Vejamos o caso de um gestor que tem dois colaboradores do mesmo nível, que ganham o mesmo salário e têm o mesmo plano de benefícios. Um é pontual, cumpre prazos, é confiável e seu trabalho é de qualidade; o outro, nem tanto. Quem está sendo recompensado? Naturalmente, o segundo. Matematicamente, o segundo ganha mais porque faz menos. E como fica a motivação do primeiro? Se isso acontece em sua empresa, cuidado! È uma das melhores receitas para reter os segundos e perder os primeiros...
Essencialmente, Meritocracia é uma conquista, alcançada através de sólidas políticas de RH, associadas à Liderança Ética e a um saudável clima organizacional. Não podemos esquecer que uma organização é uma comunidade de pessoas. E pessoas têm sentimentos e percepções. Quando o sistema recompensa os relapsos, os aplicados percebem, e reagem.


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