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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Meritocracia....

Cada vez mais, as empresas exigem, acertadamente, que os candidatos em seus processos de seleção tenham um melhor nível de instrução, e têm conseguido boas contratações! No entanto, nem todas têm conseguido reter os talentos que atraem...
Acontece que os profissionais que têm melhor nível de instrução, têm também um melhor nível intelectual, de informação e de compreensão das coisas; outra visão de mundo. O grande desafio passa a ser então a retenção dessa mão de obra mais bem preparada e tão desejada.
Esses profissionais são mais difíceis de reter do que de atrair. Eles não permanecem por muito tempo em empresas onde o estilo de liderança não permita a criatividade e o desenvolvimento pessoal; onde o ambiente de trabalho não seja saudável e motivador; onde seus colegas de trabalho não correspondam às suas expectativas de convívio profissional.
Como resolver esta questão? De forma crescente, as melhores empresas têm adotado o caminho da Meritocracia. Atribui-se a Max Weber, autor da Teoria da Burocracia, publicada em 1904, o uso do termo “meritocracia” no âmbito da Ciência da Administração. Hoje, a teoria de Weber causa certa aversão pelo mau uso que fizeram dela, mas são inegáveis as grandes contribuições conceituais que deixou. A Meritocracia é uma delas.
Meritocracia é o modelo de gestão através do qual cada colaborador é recompensado de acordo com seus méritos. Simples? Nem tanto! Vejamos o caso de um gestor que tem dois colaboradores do mesmo nível, que ganham o mesmo salário e têm o mesmo plano de benefícios. Um é pontual, cumpre prazos, é confiável e seu trabalho é de qualidade; o outro, nem tanto. Quem está sendo recompensado? Naturalmente, o segundo. Matematicamente, o segundo ganha mais porque faz menos. E como fica a motivação do primeiro? Se isso acontece em sua empresa, cuidado! È uma das melhores receitas para reter os segundos e perder os primeiros...
Essencialmente, Meritocracia é uma conquista, alcançada através de sólidas políticas de RH, associadas à Liderança Ética e a um saudável clima organizacional. Não podemos esquecer que uma organização é uma comunidade de pessoas. E pessoas têm sentimentos e percepções. Quando o sistema recompensa os relapsos, os aplicados percebem, e reagem.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre...

Invictus, poema que inspirou Nelson Mandela...

Da noite que me cobre,

Negra como um poço de alto a baixo,

Agradeço quaisquer deuses que existam

Pela minha alma inconquistável. Na garra cruel da circunstância

Eu não recuei nem gritei.

Sob os golpes do acaso

Minha cabeça está sangrenta, mas ereta. Além, deste lugar de fúria e lágrimas

Só o eminente horror matizado,

E, contudo a ameaça dos anos me

Encontra e encontrar-me-á, sem temor. Não importa a estreiteza do portão,

Quão cheio de castigos o pergaminho,

Sou o dono do meu destino:

Sou o capitão da minha alma.

Uma lição para lideres...

Pessoal...recebi esse e-mail e compartilho com vc's...

Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.

Figura como o Raul.

Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.

Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.

Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho. Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.

Deu no que deu.

O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena, que além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.

No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de "paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino" . E o Raul ali na terceira fila, só aplaudindo.

Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul.

E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.

Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que dava um jeito.

Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite.

Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.

E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. pergunta besta, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava, direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.

Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o vice-presidente de RH da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor INESTIMÁVEL:....... Pois ele entendia de GENTE.

Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima:

"qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vende-lo".

Essa era a habilidade aparentemente simples que Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal competência dele.

'há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.'

Max Gehringer